Comparativo

A triagem contra índices e ETFs, com o mesmo plano de aportes aplicado a cada um. Escolha o início e os valores — os resultados são recalculados. Pregão de 2026-08-31.
Todas as linhas recebem o mesmo plano de aportes. Mês a mês, o dinheiro que entra na carteira entra também em cada índice e ETF ligado — é a pergunta “eu teria feito melhor comprando o ETF?”. Uma perna que só existe a partir de 2021 recebe menos meses de aporte (a coluna recebeu diz quanto), então o R$ final dela não é comparável direto: para uma comparação limpa, mova o a partir de para o mês em que ela começa, e aí todas passam a receber exatamente o mesmo.
Começar depois significa “entrar na carteira”, não “recomeçar do zero”. Cada linha aqui — inclusive a da triagem — é publicada como valor de cota. Escolher 2021 como início é perguntar “e se eu tivesse posto dinheiro nesta carteira a partir de 2021?”, com ela já carregando as posições que vinha acumulando. Não é o mesmo que montar uma carteira Bazin nova em 2021, que teria comprado outros nomes — isso exigiria simular tudo de novo. É também exatamente como um índice funciona (o Ibovespa também é uma carteira que segue rodando e na qual você entra quando quiser), então os dois lados da comparação continuam sendo a mesma coisa.

As variações da estratégia

O mesmo plano de aportes sob cada combinação de como o dinheiro do mês é distribuído (igual entre as compras · toda na mais descontada · rateado entre as cinco mais descontadas · toda na de melhor nota · uma por setor, a mais descontada ou a de melhor nota) e se há rebalanceamento (sem: nunca vende, só compra · com: em janeiro corta quem rendeu pouco no ano anterior e reinveste o dinheiro, pagando 15% de imposto sobre o ganho). A triagem — quais papéis são compra em cada mês — é a mesma em todas; o que muda é a alocação e a saída. O gráfico mostra uma por vez, então esta tabela é onde elas se comparam.

O que cada linha é

SérieOrigem e dividendosComeçaRecebeuRessalva
Triagem Bazina triagem, aportes mensais reinvestindo dividendos2014-01
IBOV · Ibovespadividendos total return (índice)2014-01
IDIV · Índice Dividendosdividendos total return (índice)2014-01
IVVB11 · S&P 500 (BRL)dividendos acumulados no fundo2014-04em BRL — inclui a variação do câmbio no período
NASD11 · Nasdaq-100 (BRL)dividendos acumulados no fundo2021-05em BRL — inclui a variação do câmbio; série começa em 2021
WRLD11 · MSCI World (BRL)dividendos acumulados no fundo2021-10em BRL — inclui a variação do câmbio; série começa em 2021
ACWI11 · MSCI ACWI (BRL)dividendos acumulados no fundo2021-02em BRL — inclui a variação do câmbio; série começa em 2021
VWRA11 · FTSE All-World (BRL)dividendos acumulados no fundo2025-09em BRL — inclui a variação do câmbio; série começa em 2025
IVWO11 · Emergentes (BRL)dividendos acumulados no fundo2026-04em BRL — inclui a variação do câmbio; série começa em 2026
GXUS11 · Global ex-EUA (BRL)dividendos acumulados no fundo2025-11em BRL — inclui a variação do câmbio; a ÚNICA perna sem EUA; série começa em nov/2025
NSDV11 · Nu IBOV Dividendosdividendos acumulados no fundo2023-09
AUVP11 · BTG Teva AUVPdividendos acumulados no fundo2025-06
QLBR11 · RB Investodividendos acumulados no fundo2025-10

“Recebeu” é quanto daquele fluxo de aportes a perna de fato absorveu: uma série que só existe a partir de 2021 recebeu menos anos de dinheiro, e por isso o R$ final dela é menor sem que isso signifique desempenho pior. Compare a rentabilidade dessas começando o plano no mês em que a mais nova nasceu.

Nenhuma linha é de retorno-preço: os índices da B3 são de retorno total (os proventos entram no índice) e os ETFs desta família acumulam os dividendos dentro do fundo — o BOVA11, medido só pelo preço, seguiu o IBOV de retorno total a +0,07 pp/ano em 12,5 anos. Fosse usado o nível “cru” do S&P 500 ou da Nasdaq, a comparação perderia ~1,5-2%/ano e ~0,7%/ano de dividendos e favoreceria a estratégia sem motivo.

Tabela

Fechamento de cada ano, na visão “mesmo aporte”, para o plano escolhido acima. Nenhum valor do gráfico depende do hover.

Rentabilidade ano a ano

Quanto rendeu cada real já investido, em cada ano civil, para o início e a variação escolhidos lá em cima. É o retorno do valor da cota, não a variação do saldo: o saldo também cresce porque entrou aporte, e dividir um ano pelo outro contaria o depósito como se fosse rendimento. Por isso esta é a única tabela da página que não muda quando você mexe nos valores de aporte; ela muda com o mês de início e com as séries escolhidas.

A coluna da triagem é a variação escolhida lá em cima, a mesma que está no gráfico; as demais seguem o seletor de linhas. Para ver as seis variações lado a lado, a tabela As variações da estratégia faz isso.

Um ano ruim aqui não é um ano ruim de patrimônio: com aportes mensais, uma queda compra mais cotas mais baratas. As duas tabelas juntas dizem isso — esta mostra o rendimento, a de cima mostra o saldo.

Como isto é calculado

A carteira é uma simulação mês a mês que começa em 2014-01. Em cada mês ela compra o que a triagem apontava como compra naquela data, usando apenas o que já se sabia até ali — nunca o que veio depois —, e reinveste todos os dividendos recebidos.

O que fica guardado de cada simulação não é um valor em reais, e sim o valor da cota: quanto passou a valer, mês a mês, cada real investido na carteira. O aporte de um mês é aplicado aos preços de fechamento desse mesmo mês, então ele não rende nada no mês em que entra; descontá-lo é o que isola o ganho de quem já estava investido. Dividendos não são aporte: vêm de dentro da carteira e contam como rendimento — nesta estratégia, a maior parte do resultado.

É isso que permite mexer no início e nos valores aqui em cima: os reais são recalculados comprando cotas ao valor de cada mês. Não é estimativa — com o plano original, a conta devolve exatamente o resultado da simulação. Índices e ETFs entram do mesmo jeito, com a cotação deles no lugar do valor da cota.

Existe uma simulação para cada mês de início. Escolher 2023 refaz a carteira a partir de 2023, comprando o que estava barato então; não é o retorno da carteira de 2014 aplicado a quem começou depois.

As séries de índices e ETFs só entram a partir de 2010-01-01, e um salto diário de 25% ou mais descarta a série inteira: é a marca de um desdobramento de ETF não tratado — foi o que aconteceu com o SPXI11, que “caiu” 88% num único dia em 2026. Uma linha errada é pior que linha nenhuma.

Dados públicos de B3, CVM, Tesouro e BCB. Simulação para estudo — resultado passado não é promessa de resultado futuro, e isto não é recomendação de investimento.